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Domingo é um dia tão legal. A chatice que a gente projeta nele tá é dentro das nossas cabeças. Apreciemos o dia. :)
Era uma vez, em um reino distante, um moço que ficou muito puto com uma moça. Muito, muito puto. Muito mesmo. Gente, esse homem tava bravo demais. O bicho tava zangado demais. Ele tava frustrado, chateado, arrasado, inconformado, enfim, puto bagarái.
Acontece que, quando uma mulher fica muito brava, o que ela faz? Ela destrói a vida do caboclo que fez isso com ela. Já um homem, quando fica puto, se acha no direito de fuder a vida de todas as mulheres que aparecerem na vida dele daí pra frente.
Pois bem, ele tava muito puto e resolveu se vingar. E sabe como ele fez isso? Descontando o trauma dele em todas as outras mulheres do mundo. O fedaputa foi lá e inventou o absorvente com perfume/pó de mico/essência de demônio ou sei lá como se chama o tal aromatizante do brejo. Fim.
Criei essa teoria e transformei em conto de fadas porque, olha, putaquepariu. Só isso explica essa maldição desse tal desse absorvente perfumado: um príncipe sapo rejeitado querendo fuder a vida de todas as pererecas do mundo. :(

Olha a cara de ‘bem feito’ desse ordinário, cretino, desalmado, sem mãe!
Eu tô há dias impressionada com a beleza desse menino. Que ‘uau’!
Parece que os olhos dele engolem, devoram. Lindíssimo. Muito.
“Finalmente assisti A Pele que Habito e, olha, que ódio dessa genialidade toda.” Twittei isso imediatamente depois que o filme acabou. Num primeiro momento, não consegui saber se eu tinha gostado ou não. Uma meia hora mais tarde e algumas trocas de opinião com o João depois, concluí: o filme é bem bom sim.
Antes de ver, sabia que quando acabasse eu teria a sensação de ‘Ei, volta aqui! Cadê o resto do meu filme, moço?’ porque um amigo que tem percepções parecidas com as minhas na maioria das coisas havia comentado. Mas sabe que nem foi tão assim? Achei o filme bem amarrado, satisfatório pra minha compreensão. O que vem ali depois do fim fica a gosto do freguês.
Quem é o protagonista, o personagem do Antônio Banderas ou habitante da pele? A minha conversa com o João partiu daí. Pra mim, são os 2. Eles são complementares, imprescindíveis a existência um do outro. Essa confusão rola por causa de uma inversão psicológica de papéis. Como bem disse o João, ele consegue ser feliz em ser desagradável.
Aí, ele quebra o eixo do maniqueísmo e você acaba - nós dois, pelo menos, acabamos - sendo forçados a simpatizar pelo filho da puta da história e odiando o cara que se fodeu com perdas e a loucura dele desde sempre, simplesmente porque, de repente, o filho da puta passa a sofrer uma perda irreparável e o fodido se transformou no filho da puta da coisa.
Sim, normalmente eu odeio essas genialidades que a minha capacidade de abstração não alcança totalmente e foi o que aconteceu hoje. Mas aí os desconfortos meio que assentam e passam a dar lugar para um sentido razoável. É bem legal perceber o momento em que isso acontece. A Pele que Habito me convenceu. Remoendo. Recomendo.
As mulheres sempre dizem que os homens nunca reparam quando elas fazem algo diferente no cabelo. Mentira! Reparam sim. Hoje, por exemplo, acordei meio atrasada, fui correndo pro banho e só notei que meu shampoo tinha acabado quando já estava completamente molhada e confortável no quentinho da água do chuveiro.
Como eu não iria sair correndo pelada-molhada-com frio pela casa, tive a seguinte brilhante ideia: lavar o cabelo com sabonete líquido. Afinal, a pia estava muito mais acessível do que o meu guarda-roupa. Pra compensar a gambiarra, dobrei a quantidade de condicionar e o tempo que ele deveria ficar agindo na minha cabeça enquanto eu sofria de saudade da minha cama.
Deu certo. O sabonete era de erva doce, acho que acalmou a minha gafurina. Só pode! Meu cabelo ficou cheirosão, macião, lindão. Aí, na hora do almoço, encontrei o João e ele disse ‘Nossa, seu cabelo está tão bonito! O que você fez?’ Aí eu fui honesta e contei, revelando meu tosco truque de beleza, como estou fazendo agora. Rá! Meu namorado é lindo e reparudo! Morra de inveja, sociedade.
Não sei porque eu estou escrevendo um post sobre isso… Ah, lembrei! Era pra provar que os homens reparam sim quando você faz uma coisa diferente no cabelo, mesmo quando a ‘coisa diferente’ é um depoimento contra a sua sanidade mental, e porque eu gosto de ser tosca naturalmente e ainda contar pros outros, e porque eu tô tentando manter esse tumblr/blog/budega - chame do que você mais gostar -, lindo e atualizado diariamente.
É isso. Tresemmé é o caralho. O negócio é sabonete de erva doce da Avon que eu ganhei da minha vó no Natal, a única coisa que deu jeito nesse meu cabelo que tava parecendo arrancado do cu e pregado na cabeça. Vó, desculpa colocar você e os palavrões juntos no mesmo parágrafo. Honey, desculpa colocar você e os palavrões juntos no texto que diz como você é lindo e atencioso. É só força de expressão, liguem não. Beijo, tchau. Amo vocês.




